covid19

Comunicado da Sociedade Portuguesa de Reumatologia sobre a vacinação em doentes reumáticos

A pandemia COVID 19 veio revolucionar o mundo e a vida dos seus cidadãos. Teve um impacto negativo nos cuidados de saúde dos doentes com doenças crónicas, nas quais estão incluídos os doentes com doenças reumáticas.

O desenvolvimento das vacinas contra a COVID – 19 veio trazer esperança para o futuro, de retomarmos o nosso quotidiano. Contudo, também surgiram dúvidas e receios quanto à vacinação sobretudo nos doentes com doenças reumáticas inflamatórias e, em particular, naqueles que se encontram medicados com medicamentos imunossupressores que podem influenciar o seu sistema imune (ou seja, que fazem medicação que pode influenciar o sistema imune).

À semelhança de outras vacinas não vivas que constam do programa nacional de vacinação, as vacinas desenvolvidas contra a COVID-19 são vacinas não vivas que podem ser usadas com segurança pelos doentes com doenças reumáticas, incluindo aqueles que fazem medicação imunossupressora.

É recomendado que todos os doentes com doenças reumáticas, incluindo aqueles que fazem medicação imunossupressora, façam as vacinas contra a COVID-19, contra o Pneumococcus (vacina contra a pneumonia) e Influenza (vacina contra a gripe), de acordo com as indicações do seu médico.

A vacinação deve ocorrer de preferência, numa altura em que a doença reumática esteja estabilizada e se possível, antes de iniciar a medicação imunossupressora. Apesar da vacinação ser mais eficaz se o nível de imunossupressão for mais baixo, dado o risco de ocorrer uma agudização da doença, não é aconselhável reduzir a medicação antes da vacinação. Qualquer alteração da medicação só deve ser realizada sob orientação do seu reumatologista.

Esta informação é baseada no conhecimento atual da ciência, não havendo ainda dados mais específicos sobre o desempenho das vacinas contra a COVID em doentes com doenças reumáticas, incluindo aqueles que fazem medicação imunossupressora. Esta informação será atualizada à medida que forem surgindo novos dados.

Dezembro 2020

Alerta Covid19

A A.N.D.A.R. aconselha aos seus associados e amigos, dentro das vossas possibilidades de terem stock de medicamentos suficiente para dois meses, com o principal objectivo de não terem de sair de casa, estando assim mais protegidos, perante esta situação.

Estejam atentos a alguns aspectos e necessidades, tais como: ter água e comida em casa, ter medicação que chegue, ter a possibilidade de trabalhar a partir de casa.

Vivemos momentos de grande preocupação e alarme social. Numa situação de epidemia e de ameaça à saúde pública como é o caso do surto de COVID-19, necessitamos de manter os cidadãos informados, mas, também, de reforçar o seu papel de agentes activos na implementação das medidas decididas pelas autoridades. A cidadania reforça-se também nestas situações.

Informação da SPR Sobre Coronavirus

Informação da Sociedade Portuguesa de Reumatologia sobre a infeção por Coronavirus (COVID19) nos doentes reumáticos

Tendo em conta o panorama actual de pandemia COVID 19, levantam-se questões e preocupações por parte dos doentes portadores de doenças reumáticas, que vimos por este meio esclarecer.
A infeção COVID 19 pode ser assintomática ou, na maioria dos casos, apresentar-se com sintomas ligeiros. Os sintomas mais frequentes são febre, tosse, fadiga, dores musculares e, por vezes, vómitos e diarreia. Nos casos mais graves, e menos frequentes, pode complicar-se com pneumonia.
As complicações mais graves ocorrem, geralmente, em pessoas mais suscetíveis: idosos, portadores de doenças crónicas como doenças cardíacas, hipertensão arterial, diabetes, bronquite crónica, tabagismo. As doenças reumáticas só por si, não foram incluídas neste grupo, mas alguns destes doentes poderão ter um risco acrescido de complicações.
Na ausência de evidência de qualidade sobre as medidas a tomar e, não dispondo para já, de tratamento ou vacina eficazes, pretendemos com este documento, alertar e esclarecer os doentes, deixando algumas sugestões:

– Os pacientes com doenças reumáticas sistémicas, que estejam a tomar medicamentos imunossupressores, não devem suspender para já os seus tratamentos, nem reduzir a dose dos mesmos.

– No caso de infeção COVID 19 confirmada, a medicação deverá ser ajustada de acordo com as indicações do seu reumatologista.

– O risco de cada doente deve ser avaliado de forma individualizada pelo seu reumatologista assistente, pelo que em caso de dúvida deve contactar o seu médico.

– Não tome medicamentos novos sem contactar o seu reumatologista, mesmo que ouça dizer que o protegem do vírus.

– Deve evitar deslocações ao hospital/estabelecimento de saúde, dando preferência a consultas não presenciais, podendo estas ser efectuadas à distância, de acordo com o indicado pelos serviços de saúde.

– Se necessitar de levantar medicação na farmácia hospitalar, confirme localmente se o pode fazer através de outra pessoa ou por outro meio, pois estão a ser implementadas medidas nesse sentido (receitas desmaterializadas, envio por correio, etc).

– Se tiver sintomas sugestivos de infeção COVID 19, não se dirija ao centro de saúde nem ao hospital. Ligue para a linha de saúde 24 ou para o seu médico assistente e siga as instruções por eles indicadas.

– Todos os pacientes devem seguir as normas gerais mais recentes indicadas pela Direção Geral da Saúde

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Reumatologistas alertam para a urgência de programa nacional para as doenças reumáticas

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alerta para a urgência de um programa nacional prioritário para as doenças reumáticas e musculoesqueléticas na década de 2020-2030, avisando que a pandemia está a fazer aumentar estas doenças.

Em declarações à Lusa, a presidente da SPR, Helena Canhão, avisa que os reumatologistas cada vez têm mais doentes a queixarem-se, por falta de computadores e cadeiras adaptadas ao teletrabalho, têm mais artroses e, adverte que “se o diagnóstico não for feito adequadamente e seguido de uma boa fisioterapia (…), no futuro haverá repercussões”.

“Mesmo os adolescentes estão mais sedentários, não vão atingir o pico de massa óssea, vai haver mais osteoporose, mais fraturas. Os idosos estão mais em casa a perder massa muscular e massa óssea e tudo isto acaba por diminuir a autonomia, ter influência na qualidade de vida e também na saúde mental”, explica.

Helena Canhão afirma que “as tendinites e as dores cervicais e lombares estão aumentar imenso” e recorda que os idosos, antes da pandemia, ainda faziam alguns passeios que ajudavam a manter a mobilidade.

“Os idosos faziam algumas compras e davam os seus passeios e agora estão muito mais isolados, por causa da pandemia, perdem massa muscular, ficam mais desequilibrados, caem mais, aumentam as fraturas e tudo isto aumenta as outras complicações e aumenta a mortalidade. A maior parte dos idosos que tem fraturas ou fica dependente ou morre”, acrescenta.

“ESTAS DOENÇAS CAUSAM DOR E QUEM TEM DOR NÃO DORME BEM”

A especialista sublinhou a necessidade de “voltar a chamar a atenção para estas doenças, nos cuidados de saúde primários — sobretudo nas áreas da reumatologia, ortopedia e reabilitação – e para a prevenção e diagnostico”.

“É preciso começar a pensar nisto: estas doenças causam dor e quem tem dor não dorme bem e isso vai depois contribuir para a ansiedade e para a depressão”, alerta considerando que se devia agora aproveitar, uma vez que estão a ser redefinidos os próximos programas prioritários, e incluir as doenças reumáticas e musculoesqueléticas.

Houve um Programa Nacional para as Doenças Reumáticas, entre 2004 e 2014, altura em que se fez um estudo epidemiológico nacional e se caracterizaram estas doenças. Mas depois, como ainda estavam a fazer efeito os alertas deixados pelo trabalho realizado, não voltou a existir.

A especialista, que é professora de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, cita o relatório do Retrato da Saúde 2018 para frisar o peso que as doenças reumáticas e musculoesqueléticas têm na população portuguesa, sublinhando também o peso económico e social, uma vez que a dor crónica provoca muitas ausências ao trabalho e perda de algumas capacidades.

DOENÇAS MUSCULOESQUELÉTICAS SÃO DOS PROBLEMAS DE SAÚDE QUE MAIS AFETAM OS PORTUGUESES

 

Segundo o Retrato da Saúde 2018, as doenças musculoesqueléticas (lombalgias e cervicalgia), assim como a depressão, as doenças da pele e as enxaquecas, são os problemas de saúde que mais afetam os portugueses.

Sobre o acesso à especialidade, Helena Canhão lembra que, apesar da rede de referenciação ter previsto reumatologistas em todos os hospitais, neste momento, mesmo havendo especialistas, “os serviços que têm muitos continuam a ter cada vez mais” e nos hospitais mais recentes, onde não havia, é muito difícil ter reumatologistas, como acontece com o Hospital Amadora Sintra, por exemplo”.

O subdiagnóstico é outro dos problemas apontados, com a presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia a sugerir uma maior aposta na formação dos médicos de família nestas áreas para que possam ensinar aos doentes, por exemplo, a prevenir alguns problemas e a evitar a dor.

“É importante que as pessoas perceberem que o aparelho musculoesquelético é a base da nossa locomoção e da nossa autonomia”, disse a presidente da SPR, defendendo uma melhor articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares.

Para alertar para a importância de ter, como prioritário, novamente, um programa nacional para as doenças reumáticas e musculoesqueléticas, a SPR, juntamento com outras sociedades, vai alertar a Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde.

Helena Canhão diz ainda que este programa deve estar interligado com os programas para o estilo de vida saudáveis (alimentação, exercício físico e envelhecimento ativo) e apostar no diagnóstico precoce, na prevenção e também na reabilitação.

“Há imensos idosos que depois de terem fraturas já não voltam a levantar-se. No norte da Europa é nisso [reabilitação] que se investe”, afirmou a especialista, lembrando que não basta estender o tempo de vida das pessoas.

Estas doenças “podem não causar a mortalidade do cancro e das doenças cardiovasculares, mas em termos de qualidade devida são das mais importantes, tanto para a produção das pessoas como para o absentismo laboral”.

COVID-19 e Artrite Reumatóide: o que sabemos?

O Professor Doutor Vasco Romão, apresentou uma comunicação sobre um tema que preocupa toda a população em geral, e os doentes com Artrite Reumatóide em particular: a pandemia COVID-19.

De ressalvar, informação á data de 25 de Setembro de 2020.

Ver Informação

Notificação de suspeita de reações adversas a medicamentos em doentes com COVID-19

O Infarmed, associou-se a uma ação de informação promovida pela Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa), tendo sido produzida uma infografia, em anexo, dirigida aos cidadãos, com o objetivo de alertar os doentes com doença COVID-19 (confirmada ou suspeita) e os profissionais que os acompanham, para a importância de notificar qualquer suspeita de reação adversa a medicamentos (RAM), estejam estes a ser ministrados no âmbito da COVID-19 ou sejam de toma habitual.

Conforme se pode ler na Circular Informativa “Notificação de suspeita de reações adversas a medicamentos em doentes com COVID-19”, de 28 de abril, publicada no site do Infarmed:  “o conhecimento sobre o novo vírus ainda está incompleto, desconhecendo-se possíveis interações medicamentosas que possam estar a ocorrer com a terapêutica destes doentes. Através da notificação de qualquer suspeita de RAM relacionadas com os medicamentos usados no contexto da COVID-19, doentes e profissionais de saúde podem ajudar a reunir evidências valiosas para a tomada de decisões informadas sobre a utilização segura e eficaz dos medicamentos à medida que a pandemia evolui.”

Ver Infografia

As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos. Ver aqui

Fundação Champalimaud lidera consórcio internacional de investigação

Objetivo do consórcio internacional de investigação clínica liderado pela Fundação Champalimaud é compreender melhor a natureza da Covid-19, de forma a desenvolver um tratamento. Ver aqui

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